• 15 de junho de 2026
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terça-feira, 14 de junho de 2022 | Wesslley Sales

Raio cai duas vezes na Câmara Municipal de Teresina. O número 17 parece ser cabalístico na CMT.

"Vamos analisar para que não tenha intervenção judicial e a Câmara não passar um vexame".

O número 17 parece ser cabalístico no legislativo teresinense. Em 2017, por exemplo, 17 vereadores sob orientação de Jeová Alencar (então no PSDB), anteciparam em um ano a eleição para a mesa diretora e assim, reelegendo o Presidente tucano para mais um mandato. O prefeito Firmino Filho à época estava na Espanha e foi surpreendido, pois tinha outro nome para o comando da Câmara Municipal.

Não é que o raio caiu duas vezes na CMT? Nesta terça-feira (14) 17 vereadores subscreveram o requerimento do vereador Deolino Moura (PT) e novamente as eleições foram antecipadas para amanhã (15). Parlamentares como Edilberto “Dudu” Borges (PT) e Luiz Lobão (MDB) disseram ter sido surpreendidos pois sequer sabiam da “manobra” que tem como candidato único Enzo Samuel (PDT) que, até o final da semana passada havia entregue a liderança do Prefeito na Câmara. O parlamentar tem o apoio de Jeová Alencar.

“Fui tomado de surpresa com essa eleição abruptamente e achei estranho porque houve uma movimentação. Enzo (Samuel) era o líder do Prefeito na Câmara. Entregou a liderança. O Presidente Jeová (Alencar) aderiu a uma eleição antes (oposição), houve a reunião no Republicanos que saiu pacificada e hoje, terça-feira, há essa movimentação. Então, achei uma conexão muito grande de uma movimentação política que não casa com antecipação de eleição. Vou continuar dialogando até para que não tenha a judicialização do processo eleitoral da Câmara Municipal”, analisa Dudu.

A justificativa de Deolino Moura é de que a antecipação da eleição da mesa diretora é para preservar o parlamento municipal do processo eleitoral nacional e estadual. Para Dudu, não faz sentido a alegação.

“Estou dizendo que não estou convencido e por isso não assinei e me abstive de votar o requerimento, para que a gente possa inclusive analisar, sob pena da gente sofrer aqui uma intervenção judicial e a Câmara passar uma vergonha, um vexame”, concluiu.

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