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quarta-feira, 2 de novembro de 2022 | Wesslley Sales

Quatro jornalistas sofrem tentativa de intimidação na cobertura de manifestações em Teresina

"Fui cercada, acuada e chamada de vagabunda", disse jornalista do GP1. O Sindicato da categoria emitiu nota de repúdio.

Após Jair Bolsonaro (PL) perder a Presidência da República para Lula (PT) no último dia 30 de outubro seguiu-se uma onda de manifestações de bolsonaristas em todo o país. Em Tereisina-PI também aconteceram bloqueio de estradas, mas contornadas pela Polícia Rodoviária Federal. 

Na manhã desta quarta-feira (2) manifestantes resolveram protestar em frente a sede do 25° Batalhões de Caçadores do Exército, onde pediam por “intervenção federal”. Pelo menos quatro equipes de reportagem foram ao local para mostrar a movimentação, mas acabaram hostilizadas por parte dos que protestavam.

A repórter Rayanna Mousinho, TV Antena 10, disse que procurou o líder do movimento para gravar. No entanto, foi agredida com palavras e acabou saindo do local para evitar maiores problemas. Já Mikaela Ramos, do portal GP1, disse que "fui cercada, acuada e chamada de vagabunda". Também sofreram tentativa de intimidação Eliézer Rodrigues da TV O Dia e Sthefany Negreiros, do portal Vi Agora.

“A violência contra jornalistas, até então apurados, das empresas G1 Piauí e GP1, TV Antena 10, Portal Vi  Agora, TV O Dia que realizavam a cobertura dos protestos, quando manifestantes acuraram, intimidaram e agrediram verbalmente e até arrancaram a máscara de proteção facial, que uma estagiária de jornalismo utilizava. Isso sob a seguinte orientação “nenhum dos apoiadores falasse com a imprensa”. Atitudes estas que cerceiam a liberdade de imprensa, o exercício do jornalismo e o papel social do jornalista de informar à sociedade”, diz trecho da nota de repúdio do Sindicado dos Jornalistas do Piauí.

CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA DE REPÚDIO DO SINDJOR-PI:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí (Sindjor-PI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiam, veementemente, todos os ataques e as tentativas de intimidações contra equipes de jornalistas das empresas de comunicação de Teresina, vivenciados na manhã desta quarta-feira, (2), em frente ao 25º Batalhão de Caçadores, localizado no Centro, durante a cobertura de protestos, causados por manifestantes insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais no país.

A violência contra jornalistas, até então apurados, das empresas G1 Piauí e GP1, TV Antena 10, Portal Viagora, TV O Dia que realizavam a cobertura dos protestos, quando manifestantes acuraram, intimidaram e agrediram verbalmente e até arrancaram a máscara de proteção facial, que uma estagiária de jornalismo utilizava. Isso sob a seguinte orientação “nenhum dos apoiadores falasse com a imprensa”. Atitudes estas que cerceiam a liberdade de imprensa, o exercício do jornalismo e o papel social do jornalista de informar à sociedade.

Estamos vivenciando momentos de intensas violências contra nossos profissionais, em que tentam nos atacar durante o nosso exercício profissional e até virtualmente. São discursos de ódio proferidos repetidas vezes, na tentativa de nos calar, de nos intimidar e, especialmente, deslegitimar a importância da nossa profissão para a sociedade.

Nosso trabalho diário requer a apuração, a contextualização e ouvir lados possíveis, trabalho árduo que tem contribuído, inclusive, para combater as ondas de Fakenews, tão presentes ao longo das últimas eleições. Não vamos nos calar e muito menos nos intimidar!

Nossa solidariedade aos jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas de todas as empresas afetadas, tais como: Mikaela Ramos, jornalista do GP1; Rayanna Mousinho, jornalista da TV Antena 10, Sthefany Negreiros repórter do Portal Viagora, e Eliézer Rodrigues, da TV O Dia.

  
Quatro jornalistas sofrem tentativa de intimidação na cobertura de manifestações em Teresina Reprodução Instagram
 
 
 

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