O suposto esquema funcionava assim: não fizeram licitação, mas o abastecimento de combustível da Câmara Municipal era feito irregularmente pela empresa do irmão e da cunhada (vereadora Francineide do Ademar) do Presidente do legislativo de Pimenteiras, vereador José de Oliveira Neto. Uma ação popular chegou a ser protocolada, mas Zé Ota, como é mais conhecido, barrou a tentativa de tirá-lo da Presidência. Por isso, o Ministério Público entrou na briga com um agravo de instrumento com pedido de liminar para que ele deixe o cargo e assim facilitar as investigações.
De acordo com o parecer ministerial, sem citar valores, há “danos ao erário que já vem trazendo prejuízos à população, bem como da conduta do agravado em não atender os requerimentos dos vereadores de oposição, impedindo-os de cumprir com seus deveres institucionais na defesa dos interesses da população do município de Pimenteiras”, diz trecho.
Zé Ota também é acusado de irregularmente dispensar licitação para a compra de um veículo para a Câmara Municipal, além de contratar um motorista com remuneração (não informada) considerada “exorbitante” e que há indícios de “infrações eleitorais”. O Presidente até tentou justificar essas acusações, mas não convenceu o procurador Antônio de Pádua Linhares que remeteu à justiça pedido de afastamento cautelar da Presidência.
O Presidente Zé Ota é o nome cotado para ser o vice na chapa encabeçada pela Prefeita Lúcia Lacerda.
CONFIRA O DOCUMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO:

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