Welington Carlos Silva, ex-prefeito de Santo Antônio de Lisboa, enfrentou um duro revés político. Suas contas referentes ao ano de 2019 foram reprovadas pela Câmara Municipal, resultando em uma inelegibilidade por oito anos. A votação ocorreu na última sexta-feira (31), com sete dos nove vereadores optando pela reprovação.
O vereador Fábio dos Santos Carvalho, membro da Comissão de Orçamento e Finanças, foi o responsável pelo relatório que desvendou um cenário preocupante de irregularidades. Entre os problemas apontados estavam os gastos excessivos com pessoal, que ultrapassaram os limites legais, e o desempenho insatisfatório do município no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Além disso, Carvalho destacou a subcontratação irregular de veículos para o transporte escolar, causando um prejuízo ao erário de R$ 112.938,06, e a ausência de fiscais nos contratos municipais.
A sessão foi marcada por debates acalorados, mas a decisão final foi a reprovação das contas e a imputação de débito ao ex-prefeito no valor mencionado. Com isso, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, à Procuradoria Regional Eleitoral e ao Tribunal de Contas do Estado.
Para além das questões administrativas, Welington Carlos Silva enfrenta ainda processos por improbidade administrativa e desvio de recursos públicos, aumentando a gravidade de sua situação. O OPINIÃO E NOTÍCIA permanece aberto para qualquer esclarecimento que o ex-prefeito deseje oferecer sobre as acusações que pesam contra ele:
Processo por Improbidade Administrativa: Welington é acusado de ter contratado serviços sem a devida licitação, beneficiando empresas de forma irregular. Este processo inclui a contratação de veículos para transporte escolar sem seguir os procedimentos legais, o que configura uma violação clara da Lei de Licitações.
Desvio de Recursos Públicos: Há denúncias de que, durante sua gestão, recursos destinados à educação e saúde foram desviados para outras finalidades não justificadas. Uma investigação revelou que verbas foram aplicadas em projetos que nunca foram concluídos ou que apresentaram superfaturamento.
Subcontratação Irregular: O ex-prefeito também responde por ter permitido a subcontratação irregular de empresas para prestação de serviços municipais, o que gerou prejuízo aos cofres públicos. Esse processo está diretamente ligado à acusação de dano ao erário de R$ 112.938,06 pela contratação de veículos para transporte escolar sem a devida fiscalização.
Falta de Fiscalização em Contratos: Welington é acusado de não ter designado fiscais para monitorar a execução dos contratos firmados pelo município, o que resultou em serviços de qualidade inferior e desvio de recursos. Este processo destaca a negligência e omissão na gestão pública.
Em fevereiro de 2018 foi preso pela Polícia Rodoviária Federal após ser flagrado conduzindo uma Hillux roubada em Pernambuco e com placa clonada.
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