O ex-prefeito de Campo Alegre do Fidalgo, Israel Odílio da Mata, foi condenado pela Justiça por improbidade administrativa após a comprovação de prática de nepotismo durante sua gestão iniciada em 2017. A decisão judicial é resultado de ação movida pelo Ministério Público do Piauí (MPPI), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de São João do Piauí, e foi assinada pelo juiz Ermano Chaves Portela Martins.
Segundo o processo, o então gestor nomeou diversos familiares para ocupar cargos comissionados na prefeitura — incluindo esposa, filhos, sobrinhos, nora e outros parentes —, desrespeitando os princípios constitucionais de moralidade, impessoalidade e eficiência. Essas nomeações abrangeram tanto funções políticas quanto técnicas, sem comprovação de qualificação ou experiência compatível com os cargos.
O Ministério Público chegou a emitir recomendação para que os nomeados de forma irregular fossem exonerados, mas parte dos familiares permaneceu na estrutura do Executivo municipal.
O juiz destacou, em sua sentença, que mesmo cargos políticos não estão isentos das regras da administração pública, sobretudo quando a escolha de ocupantes se dá por laços de sangue e não por critérios técnicos. Ele citou jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que veda nomeações com desvio de finalidade, como ocorreu no caso do ex-prefeito.
Como punição, Israel Odílio foi condenado ao pagamento de multa correspondente a 20 vezes o valor da sua remuneração mensal em 2017, além de ter seu nome inscrito no Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa. A Justiça também comunicou a decisão ao Tribunal Regional Eleitoral, o que pode impactar futuras candidaturas do ex-prefeito. As nomeações irregulares ainda resultaram na exoneração dos servidores com vínculo de parentesco que permaneciam em cargos de comissão ou por contrato temporário.
Ex-prefeito de Campo Alegre do Fidalgo é condenado por nepotismo e entra para cadastro nacional de improbidade
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