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sexta-feira, 14 de outubro de 2022 | Wesslley Sales

Datafolha, IPEC e IPESP na mira do CADE com instalação de inquérito para apurar erros nos resultados

Confira o documento completo. O Antagonista levantou a suspeita de que o Presidente do CADE tem relações estreitas com o Palácio do Planalto.

No início da tarde desta quinta-feira (13) o Conselho Administrativo de Defesa Econômica instaurou procedimento para investigar institutos de pesquisa. Datafolha, IPEC e IPESP entraram na mira do CADE após apresentarem resultados bem diferentes do apresentado oficialmente pelo Tribunal Superior Eleitoral.

No documento assinado por Alexandre Cordeiro Macedo, Presidente do CADE é apontada suspeita de uma ação coordenada entre os institutos de pesquisa com objetivo de “manipular em conjunto o mercado”. 

“Chamou a atenção deste Conselho a grande diferença apresentada entre as pesquisas e o resultado das Eleições publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE. A discrepância das pesquisas e do resultado é tão grande que verificam-se indícios de que os erros não sejam casuísticos e sim intencionais por meio de uma ação orquestradas dos institutos de pesquisa na forma de cartel para manipular em conjunto o mercado e, em última instância, as eleições”, diz trecho do documento.

O Antagonista levantou a suspeita de que o Presidente do CADE tem relações estreitas com o Palácio do Planalto. 

“Como revelamos há exatamente um ano, Cordeiro Macedo tem relação histórica com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira. A sua irmã, Sabá Cordeiro de Monteiro, é chefe de gabinete do ministro bolsonarista. Além disso, antes de assumir o cargo no Palácio do Planalto, Sabá foi assessora parlamentar do cacique do PP no Senado e também na Câmara. Como mostramos na época, Alexandre Cordeiro Macedo deve a Ciro Nogueira sua ascensão ao topo do órgão…”, diz a publicação.

CONFIRA O DOCUMENTO DO CADE:

DOCUMENTO CADE.pdf

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