“Eu venho alertando a cada momento. Com a base que nós temos, não precisamos da oposição”, avaliou o líder do Prefeito na Câmara Municipal de Teresina após derrubada do veto que amplia de 1% para 2% as emendas parlamentares. Além de Antônio José Lira, apenas dois parlamentares suplentes e dois vereadores de mandato apoiaram orientação do Dr. Pessoa (REP): Inácio Carvalho (PP), Capitão Roberval (Sem Partido), Pastor Levino (Republicanos) e Graça Amorim (PP)
Outros quatro vereadores não compareceram a sessão, dois deles da base do Palácio da Cidade, Leonardo Eulálio (PL) e Thanandra Sarapatinhas (PATRI), além de Bruno Vilarinho (PTB) e Aluísio Sampaio (PP). Já 19 parlamentares conseguiram derrubar o veto:
Dudu, Deolindo Moura e Elzuila Calisto (PT)
Gustavo De Carvalho, Edson Melo, Paulo Lopes e Venâncio Cardoso (PSDB)
Zé Nito, Joaquim Caldas e Luiz Lobão (MDB)
Ismael Silva e Vinício Ferreira (PSD)
Evandro Hidd e Alan Brandão (PDT)
Pollyana Rocha (PV)
Markim Costa (REP)
Fernanda Gomes (SDD)
Teresinha Medeiros (UB)
Chamou atenção de Antônio José Lira é que alguns dos que votaram a favor do veto além de ser do mesmo partido que o Prefeito de Teresina, estão contemplados na administração com cargos.
“Inclusive os votos, muitos deles com secretaria. Tem que ter planejamento. Se você participa de uma gestão é porque acredita nela e tem que abraçar a gestão. Nunca na história de Teresina tivemos um prefeito tão aberto quanto do Dr. Pessoa. Mas, venho alertando a cada momento. Tem alguns colegas que, infelizmente, estão para cantar no Fantástico. Aqui é uma conversa, no Palácio do Karnak é outra e no Palácio da Cidade é outra”, desabafou sem citar nomes.
Uma das alegações da Prefeitura para vetar o aumento no valor das emendas foi a questão financeira, principalmente na área da saúde. O impacto no orçamento deve ficar em torno de R$ 75 milhões com o valor de cada uma das 29 indicações dos vereadores em R$ 2.452.000 a partir de 2024. O Presidente da Câmara, Enzo Samuel, explica que o reajuste obedece a Constituição Federal e derruba o argumento do Prefeito de Teresina.
“A Constituição Federal é clara sobre o percentual de 2% e é isso o que está sendo feito, adequando o valor das emendas à regra. Vale lembrar que 50% das emendas são obrigatoriamente para saúde, que está em péssimas condições. Falta medicamentos, insumos e tantas outras coisas que vamos ajudar com mais recursos através das nossas emendas”, afirmou Enzo Samuel.
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