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terça-feira, 11 de julho de 2023 | Wesslley Sales

Ciro sinaliza apoio a reforma tributária. Marcelo Castro: Ficar contra, é ficar contra o Brasil

Governo não poderá dizer que foi sabotado por oposição raivosa, diz Ciro. Um rico vai ter que pagar IPVA de helicóptero, completa Castro.

A votação na Câmara semana passada passou com folga em primeira e segunda votação, com apoio de partidos e lideranças bolsonaristas. Exemplo disso foi o PL do ex-Presidente da República, onde 20 disseram sim e foram chamados de “traidores” em conversas de Whatsapp. No Progressistas a proposta teve ainda maior aprovação, com 40 a favor e apenas 9 contra. 

Agora, a reforma tributária será apreciada no Senado e deverá ser aprovada sem maiores atropelos. Pelo menos é o que avalia o senador Marcelo Castro (MDB-PI). Já o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-Ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, tem tuitado, como ele diz, "textões", que podem ser sinalizações de que deverá apoiar a proposta.

“Ser radical? Ser extremista? Sim. Ser radicalmente a favor do Brasil e extremamente coerente. Se um governo, qualquer um, faz uma autocrítica e passa a defender o que sempre defendemos, não podemos ficar contra nós mesmos. (…) Oposição e situação vem depois do povo que representamos. O interesse deles, primeiro. Nunca apoiaremos propostas do governo que não estejam de acordo com o que pensamos. Nunca endossaremos posturas de que discordamos. Nem narrativas. O governo nunca poderá dizer que foi sabotado por uma oposição raivosa”, trechos extraídos de dois tuites do senador.

Em Teresina-PI, para filiação de nove Prefeitos, cinco deles trocaram o PP pelo MDB, o senador Marcelo Castro analisa que a reforma tributária passará com folga no Senado em agosto. Sobre a tese de setores mais extremos da política que criticam a proposta, o parlamentar foi categórico.

 “Passa tranquilo. Todos tem a compreensão de que a reforma é importante para o Brasil. Não é para o governo Lula. É uma reforma de Estado, importante para o país. Se te um item que não concorda ou um outro que quer modificar, então apresente suas emendas. Agora, ficar contra a reforma como um todo é ficar contra o Brasil”, afirmou.

Castro elogiou ainda a participação do Ministro Fernando Haddad, considerado importante para acalmar ânimos e garantir um texto mais sensível ao pacto federativo, agenda proposta pelo Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP). Essa postura garantiu 36 votos favoráveis do Republicanos contra apenas três que votaram não.

 “Foi muito importante a posição do Haddad porque abriu o diálogo, apresentou os números, convenceu a todos da premência do Brasil aprovar essa reforma tributária, que a mais de 30 anos a gente tenta e não consegue. O apoio do Lula foi muito importante, mas sobretudo ela é uma obra do Congresso Nacional. A reforma vai fazer com que os pobres paguem menos e os ricos paguem mais. Hoje é exatamente o contrário. Exemplo é uma pessoa que tem um carro para sustentar a família como Uber, ele paga IPVA. Já um rico, que tem um helicóptero, que tem uma lancha ou avião a jato não paga IPVA nenhum. Eles agora vão ser chamados para o fisco e vão ter que pagar”, completou.

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Reforma Tributária: fogo no parquinho bolsonarista e reconhecimento à articulação de Rafael Fonteles VEJA O QUE MUDA. Com mais de 30 anos de atraso a aprovação histórica teve 375 votos a favor, 113 contra e três abstenções.

  

Ciro sinaliza apoio a reforma tributária. Marcelo Castro: Ficar contra, é ficar contra o Brasil Agência Senado
   

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