Poucas horas depois do Tribunal Superior Eleitoral sacramentar a inelegibilidade Jair Bolsonaro (PL) por oito anos, eis que veio de um parlamentar do Piauí, Estado mais lulista do país, a proposta para anistiar o ex-Presidente da República. Deputados bolsonaristas atuam em outra frente com proposta no mesmo sentido, perdoando condenados das eleições de 2016 a 2022.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) apresentou um Projeto de Lei que prevê perdoar candidatos a presidente e vice que tenham sido “processados, condenados ou declarados inelegíveis”. O objetivo do projeto é anistiar Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
CONDENADO
No início da tarde desta sexta-feira (30) foi retomado o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral com o voto da Ministra Carmem Lúcia que, ao votar com o relator Benedito Gonçalves, assegurou maioria para condenar Jair Bolsonaro a perda dos direitos políticos por oito anos.
Já o Ministro Nunes Marques seguiu Raul Araújo, posicionando-se contrário a inelegibilidade. O piauiense disse durante a leitura do seu voto que “não identificou gravidade necessária para formar juízo condenatório”.
Logo em seguida foi a vez de Alexandre de Moraes que, sem surpresas, enumerou o que ele chamou de “encadeamento de mentiras” praticadas por Jair Bolsonaro na reunião com embaixadores. “É impossível fazer auditória em eleições aqui no Brasil (leu trecho do discurso de Bolsonaro). Mentira. Ao fazer isso, utilizando-se do cargo de Presidente da República, do dinheiro público, da estrutura do Palácio da Alvorada, da TV pública, é abuso de poder”, concluiu.
Após a proclamação da inelegibilidade, Jair Bolsonaro disse que “não está morto” e que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal.
Com informações da Carta Capital.

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