O vale tudo na política é algo que não deve ser encarado como algo normal. Ao contrário. Ainda mais quando adversários são transformados em inimigos, levando a confrontos que vão além de ataques verbais. Foi o que aconteceu no último sábado (7) em Bocaina, município com pouco mais de 5.900 eleitores localizado na região de Picos.
A disputa está acirrada entre o atual vice, Gilberto Filho (PSD) que agora disputa a Prefeitura sem apoio do atual gestor Erivelton Barros (PP), que decidiu apoiar Guilherme Macêdo (PT), ou seja, embate entre o Amarelão e o Azulão, respectivamente, como historicamente se colocam os dois grupos políticos.
No sábado, uma caminhada do Amarelão passou por um bar onde cerca de 50 aliados do grupo Azulão estavam. Ninguém sabe quem começou as provocações. O certo é que houve briga generalizada pelas ruas de Bocaina, detalhes que você confere em vídeo clicando aqui.
A chapa Unidos por Bocaina, do candidato Gilberto Filho, chegou a emitir nota de repúdio informando que quem começou a confusão foram simpatizantes da coligação O Povo no Poder, que tem como candidato Guilherme Macêdo. Diz ainda que um Termo de Ajuste de Conduta teria sido assinado pelos dois grupos para evitar “atos de campanha política no mesmo local, data e horário” e que, desta forma, o grupo adversário sabia previamente onde seria a passeata.
Toda essa confusão vem ainda do ano passado, quando em abril, Prefeito rompeu com seu vice, negando apoio para 2024. O racha foi político e familiar, já que ambos são primos legítimos. Gilberto Filho passou a chamar Erivelton Barros de traidor por fazer aliança com adversário histórico, o ex-Prefeito Macedão (Francisco Macêdo, ex-Presidente da APPM), que terminou indicando o filho, Guilherme Macêdo, para ser o candidato da Prefeitura.
Ao OPINIÃO E NOTÍCIA foi informado que na briga de sábado tinha candidato a vice, vereador candidato a reeleição, irmão do candidato a Prefeito Guilherme Macêdo, Presidente da Câmara de Bocaina. Enfim, lideranças políticas que deveriam dar o exemplo, mas que preferiram agir como baderneiros por pura intolerância política. Também tivemos acesso a jingles de campanha que mostram a baixaria em ataques pessoais, mas sem apresentar propostas para as verdadeiras necessidades da população.

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