• 13 de junho de 2026
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sexta-feira, 14 de junho de 2024 | Wesslley Sales

A fome de Georgiano Neto por bases aliadas é antiga. "Não pode ver uma sacola de votos".

As reclamações de lideranças se avolumam: "Não aceito que o Piauí se torne uma grande fazenda de um grupo familiar", disse Jadyel da Jupi.

Desde a eleição de 2020 que a políticos reclamam de uma liderança com muito apetite para invadir as bases eleitorais de aliados do governo. A fome do deputado estadual Georgiano Neto não acalmou nem quando ele trocou o PSD pelo MDB na chamada “fusão cruzada”, manobra eficaz e inédita no país onde o partido do parlamentar lançou apenas candidatos à Assembleia Legislativa e a sigla de seu pai à Câmara dos Deputados. 

“O deputado não brinca em serviço. Aparece pouco na Assembleia Legislativa, mas não para de rodar o Piauí apoiando suas bases. O problema é que ele não respeita as bases dos colegas de partido e muito menos da base. Isso não é de agora, vem de longe. Todo mundo sabe e conhece. Isso não vai acabar bem porque tem outra eleição pela frente e isso pode se voltar contra o próprio PSD, que é do pai dele”, afirmou um parlamentar ao OPINIÃO E NOTÍCIA, mas que prefere não ter o nome divulgado.

“Eu tenho repreendido, tenho combatido fortemente o modelo de fazer política do deputado Georgiano Neto. O PSD tem saído dessa linha ao longo dos anos. Se a gente pegar alguns casos, como eleição majoritária passada, onde o PSD tinha compromisso com o Dr. Raimundo Alves, ex-Prefeito de Piracuruca, para suplência de Senador de Wellington Dias (PT). Quando essa possibilidade se tornou real o PSD descumpriu o acordo, faltou com a palavra e colocou para um familiar, a Senadora Jussara (Lima, esposa do deputado Júlio César). Recentemente, em Cocal da Estação, o deputado Georgiano Neto tinha um compromisso apalavrado com o Dr. Cristiano, nosso candidato pelo Republicanos. O deputado Georgiano não pode ver uma sacola de votos. Ele vendeu o partido por esses votos em 2026 para o grupo do Prefeito Douglas. Não aceito que o Piauí se torne uma grande fazenda de um grupo familiar”, desabafou o deputado federal Jadyel da Jupi (REP) à Band Piauí.

Já o deputado Francisco Limma (PT) não guardou a língua na boca e soltou o verbo contra Georgiano Neto, afirmando que o parlamentar “passa por cima de todo mundo”, sem respeito aos colegas. O parlamentar faz um alerta.

“As regras da política precisam ser respeitadas por todos que fazem política. Nós não podemos achar que alguém é superior ao outro, que ele tem o direito de passar por cima de todo mundo, porque se não ele vai conseguir um feito, ter uma unanimidade, ter todo mundo contra ele. Isso não é bom para ninguém. Nós não podemos aceitar que lideranças políticas. Não respeite os espaços políticos das outras lideranças, porque senão ele vai ter uma reação”, afirmou. 

Georgiano Neto, apesar de ter os dedos de parlamentares de vários partidos apontados para ele, dá de ombros sobre o problema recair sobre possibilidade de vaga na chapa majoritária para seu pai em 2026. Para ele, as bases não estão sendo cuidadas pelas lideranças e isso termina por favorecer seu trabalho pelo interior do estado, sem descumprir acordos.

“Vamos cuidar primeiro de 2024, até porque 2026 ainda está muito longe. Vamos trabalhar que é isso que o povo tá precisando. Ninguém toma espaço de ninguém. Se alguém perdeu lideranças é porque não deu atenção. Tudo é um processo de conquista”, afirmou Georgiano.

  

A fome de Georgiano Neto por bases aliadas é antiga. "Não pode ver uma sacola de votos". Reprodução

   

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