• 13 de junho de 2026
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sexta-feira, 16 de abril de 2021 | Wesslley Sales

Operação Fake News descobre rede de ataques a candidatos na eleição 2020 no Piauí

Jornalista confessou o crime e deu detalhes do esquema que envolve ex-secretário de Valença e marqueteiro do Ceará

O rescaldo da eleição do ano passado começa a chegar com uma ação policial deflagrada na manhã desta sexta-feira (16) para dar cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Teresina, mas com repercussão na cidade de Valença. Policiais que comandaram a Operação Fake News conduziram Thiago Araújo Maciel que, em depoimento, confirmou como funcionava o esquema e que foi contratado por um marqueteiro do Ceará.

A polícia divulgou um organograma onde mostra como funcionava o esquema. Thiago Maciel teria recebido R$ 22 mil em depósitos do Ceará e da Prefeitura de Valença para, através de perfis e páginas falsas nas redes sociais e aplicativos de mensagens (Facebook, Whatsapp), promover ataques e fake news contra candidatos, políticos e autoridades como o Governador Wellington Dias.

 “Os ataques às autoridades de Valença tinham como mentor o então Secretário de Governo da cidade, em 2020. Quanto aos ataques a líderes dos partidos PT e PR em Teresina, o investigado afirmou ter sido contratado por um marqueteiro do Ceará, que atuava para um partido adversário destes nas eleições da capital, também em 2020”, explicou o delegado Anchieta Nery, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática.

A investigação aponta que Thiago Maciel, que é jornalista, disparava até 200 mensagens falsas por minuto com ataques a adversários políticos e até mesmo contra o juiz de Valença. Para a polícia há provas robustas conseguidas com apoio do Tribunal de Contas do Estado e da quebra de sigilo bancário autorizado pela justiça. 

Novas diligências devem ser feitas para chegar a outros membros do esquema de ataques através da divulgação de fake news. A investigação é da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, através do Laboratório Cibernético, que tem no comando o Delegado Humberto Macola.

VEJA COMO FUNCIONAVA A REDE DE DISSEMINAÇÃO DE FAKE NEWS


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