• 4 de junho de 2026
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024 | Wesslley Sales

Operação da Polícia Federal mira Jair Bolsonaro, General Augusto Heleno e Valdemar da Costa Neto

VEJA A LISTA DE ALVOS E PRESOS. Exército acompanha tudo de perto. Investigação apura tentativa de golpe de Estado em 10 estados.

A lista de alvos da Operação Tempus Veritatis é extensa deflagrada na manhã desta quinta-feira (8) pela Polícia Federal em nove estados e no Distrito Federal. Foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares por determinação do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A ação faz parte das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. 

Desta vez, Jair Bolsonaro (PL) entrou na mira da Polícia Federal e teve que entregar o passaporte e está proibido de manter contato com outros investigados. Outros alvos orbitam em torno do ex-Presidente da República, como militares do Exército, entre eles o General Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, General Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional e General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, além do ex-Ministro da Justiça e delegado da PF,  Anderson Torres. 

Da política figura o Presidente do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto e auxiliares do ex-Presidente, Tercio Arnoud Thomaz e Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro. A Operação foi deflagrada nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás.

Também foram alvos da Operação Tempus Veritatis: 

MILITARES: 

General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;

Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;

Ailton Barros, coronel reformado do Exército.

MANDADOS DE PRISÃO:

Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;

Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor especial de Bolsonaro;

Coronel do Exército Bernardo Romão Correa Neto;

Major Rafael Martins de Oliveira.

OPERAÇÃO  TEMPUS VERITATIS:

Em sua página oficial a Polícia Federal explica a investigação que desencadeou a ação desta quinta-feira (8):

“Nesta fase, as apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas Eleições Presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital.

O primeiro eixo consistiu na construção e propagação da versão de fraude nas Eleições de 2022, por meio da disseminação falaciosa de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação, discurso reiterado pelos investigados desde 2019 e que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno do pleito em 2022.

O segundo eixo de atuação consistiu na prática de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, através de um golpe de Estado, com apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais no ambiente politicamente sensível.

O Exército Brasileiro acompanha o cumprimento de alguns mandados, em apoio à Polícia Federal.

Os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado”. 

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