A Polícia Civil do Piauí, por meio do Departamento de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DECCOR), detalhou nesta terça-feira (14) os desdobramentos da Operação Interpostos, que investiga uma rede de movimentações financeiras suspeitas e contratos públicos mascarados, supostamente operada por ex-parlamentares e empresários de Teresina.
O ex-vereador Stanley Freire e ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC) na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa, é apontado como um dos principais alvos da investigação. Segundo a Polícia, ele teria movimentado R$ 14 milhões entre 2020 e 2023, valor considerado incompatível com sua renda declarada. Em vídeo, seu pai, jornalista Silas Freire, diz que o caso é de "perseguição".
De acordo com a delegada Bernadete Santana, a operação nasceu a partir de um relatório de inteligência financeira do COAF, que identificou movimentações atípicas envolvendo dois ex-vereadores de Teresina. O relatório apontava transferências vultosas realizadas por meio de empresas registradas em nome de terceiros — um mecanismo usado para dissimular a origem e a propriedade real dos valores.
“A investigação foi iniciada a partir de um relatório de inteligência financeira enviado pelo COAF, que apontava movimentações vultosas realizadas por dois ex-parlamentares de Teresina. Entre os anos de 2020 e 2023, um deles movimentou aproximadamente R$ 14 milhões, utilizando terceiros para dissimular a origem e a propriedade do dinheiro”, explicou a delegada Bernadete Santana, durante coletiva de imprensa.
As apurações mostram que o grupo operava por meio de “interpostas pessoas”, isto é, indivíduos usados para ocultar quem realmente controlava as empresas e contratos com o poder público. Essas empresas, segundo o DECCOR, mantinham vínculos com construtoras e prestadoras de serviços contratadas pela Prefeitura de Teresina durante a gestão anterior.
Os investigados
Stanley Freire, ex-vereador e ex-presidente da Fundação Monsenhor Chaves, seria beneficiário oculto de empresas e contratos usados para movimentar recursos ilegais.
Neto do Angelim, também ex-vereador, aparece nas investigações como um dos nomes ligados ao circuito de transações financeiras irregulares.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a polícia recolheu celulares, notebooks, cheques, anotações contábeis e cerca de R$ 5 mil em espécie. Todo o material será periciado para rastrear a origem e o destino do dinheiro.
As operações realizadas nesta semana se baseiam em dois inquéritos distintos, porém interligados, que contaram com apoio de unidades de inteligência financeira e cooperação entre órgãos federais e estaduais. O objetivo é identificar o caminho completo do dinheiro e responsabilizar todos os envolvidos.
Segundo a Polícia Civil, novas diligências serão realizadas nos próximos dias para aprofundar as investigações, identificar outros participantes e buscar a recuperação dos recursos desviados do erário público.
O OPINIÃO E NOTÍCIA abre espaço para que os citados possam usar o espaço para o contraditório.
VEJA NO VÍDEO O QUE DIZ A DELEGADA BERNADETE SANTANA:
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