• 15 de junho de 2026
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

sábado, 10 de abril de 2021 | Wesslley Sales

Prefeitura de Teresina atrasava repasses, mas manobra da empresa garantia pagamento do sistema

É importante o alerta do Presidente da Associação de Cadeirantes de Teresina.

Continua a greve no Transporte Eficiente de Teresina, segundo informações por pendências na documentação enviada para a Prefeitura de Teresina. O pagamento já estaria pronto para ser feito tão logo a empresa resolva a questão. O Presidente da Associação de Cadeirantes de Teresina (ASCAMTE). Ao todo são 17 veículos adaptados para atender 1.400 pessoas na capital.

Wilson Gomes explica que atraso de pagamento já acontecia na gestão anterior, mas que o problema se agravou por conta da pandemia que acabou sufocando uma outra fonte de recursos da empresa, o transporte de passageiros na capital. A situação seria ainda mais complicada para quem precisa fazer hemodiálise.

GREVE

“Nunca aconteceu no transporte eficiente tantos dias de paralisação. Na gestão anterior tinha, mas era pontual, naquele momento quando era detectado que havia rumores junto a motoristas. A gente conseguia se antecipar e já começava a entrar em contato com a Prefeitura, através da STRANS, para que não houvesse a paralisação total. Já de janeiro até agora, em Abril, tivemos duas paralisações em fevereiro e agora este mês. Então a gente acha um absurdo”. 

GESTÃO ANTERIOR

 “Não é que na gestão anterior não havia falta de pagamento. Havia sim. Chegava a três e até quatro meses sem pagamento. Mas, não existia a pandemia. A empresa que operacionaliza o transporte eficiente também tem ônibus convencionais na capital. Então, quando não havia o repasse a empresa Santa Cruz tirava recursos dos ônibus coletivos e supria aquela necessidade financeira pagando os colaboradores. Com a pandemia, não tem como fazer esse manejo e então, como não houve repasse da Prefeitura para a empresa Santa Cruz nos meses de dezembro, fevereiro e março a empresa não teve condições de pagar os motoristas e eles cruzaram os braços, porque estão também passando por dificuldades financeiras”. 

HEMODIÁLISE

 “Com tudo isso quem sofre são as pessoas mais carentes. Estes três dias de greve que se passaram as pessoas com deficiência deixaram de pegar seus vencimentos no banco para pagar suas contas ou ir para consultas. Nossa preocupação desde o início dessa paralisação é termos o atendimento priorizado principalmente para essas pessoas que fazem hemodiálise. Essa foi nossa briga com o empresário e motoristas. Que fizessem a greve, mas que de maneira alguma deixassem quem faz hemodiálise sem atendimento. Estamos em um período muito delicado de pandemia e quem faz hemodiálise está no grupo de risco e não pode interromper o tratamento. Conseguimos a princípio que o transporte eficiente continuasse a pegar essas pessoas para fazer o tratamento, mas na manhã desta quinta pararam totalmente”.

Trechos de entrevista concedida à Teresina FM

Deixe sua opinião:

Veja também: