“Na primeira vez a reação que tive colocou minha vida em risco. Graças a Deus o bandido não atirou em mim. Na segunda, estava com minha filha e optei por não reagir”, narra uma jovem enfermeira sobre dois momentos difíceis que passou antes e depois de buscar meios de aprender a lidar com stress e situações de violência em Teresina.
Casos como o da Lais Bezerra não são isolados. Para se ter uma ideia, apenas de janeiro a setembro de 2022 as Delegacias das Mulheres no Piauí registraram 4.461 boletins de ocorrência, 321 por lesão corporal dolosa (ferimento a faca, por exemplo) e 101 por lesão corporal em casos de violência doméstica. 24 foram vítimas de feminicídio no ano passado. A grande maioria sem a menor chance de reação.
Policiais civis e militares, rodoviários federais e guardas municipais são agentes de segurança que precisam estar prontos não apenas para o confronto armado, mas para sua própria defesa pessoal. Mas, também cidadãos comuns como professoras, enfermeiras, estudantes e empresárias também estão em busca de dominar a mente e preparar o corpo para situações de risco.
Para isso, buscaram apoio no Combate Pleno, método desenvolvido para todos, mas com a crescente violência contra as mulheres o público feminino tem aderido a esta modalidade de defesa pessoal criada por um Sargento do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Piauí e responsável pelas instruções de Defesa Pessoal Policial ministrada aos integrantes do BOPE. Valterli Melo entrega um estilo que tem como base três pilares: CORPORAL (Corpore) - ARMATUS (Armado) - MENS (Mental).
Entre as alunas está Lais Bezerra que, conseguiu manter a calma durante um assalto e proteger a filha pequena. “Aqui a gente aprende as técnicas para se defender de agressões, mas também o nosso psicológico. Em um assalto a sua reação pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Essa reação correta ou até mesmo não reagir para se defender. Se tiver que reagir estarei preparada fisicamente e psicologicamente”, afirmou.
Willyara Silva conhece bem o problema enfrentado pelas mulheres. Como Gerente da Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil de Teresina esta profissional da segurança pública encontrou no Combate Pleno um meio para se aperfeiçoar e estar sempre pronta para intervir quando necessário. “Sabemos o quanto nós mulheres somos visadas pela bandidagem. A gente não pode ser a presa fácil”, analisa.
Valterli Melo afirma que a mulher costuma ser alvo preferencial quer seja na violência doméstica ou assaltos. Especialista em várias modalidades de artes marciais, o “caveira” do BOPE-PI desenvolveu o Combate Pleno como forma de aplicar técnicas que também aprendeu no dia a dia durante o enfrentamento a criminalidade.
“Fizemos uma pesquisa para estimatizar algo para minimizar esses riscos. Não apenas teorias, mas princípios da auto-segurança e estratégias. Agora, existem situações extremas onde é lutar ou morrer e elas vão tentar se livrar de qualquer forma. É ensinado isso. Trabalhamos com o método de instinto de sobrevivência. Depois que elas aprendem a técnica elas praticam de verdade com sparring e proteção total. Elas vão soltar toda agressividade possível nesta técnica para saber se realmente funciona”, explica.
CONTATO: (86) 99821-6358 // Valterli Melo é especialista em:
1 - Defesa Pessoal e Combate Corpo a Corpo - faixa preta e vermelha (coral) Champions Forever - Portugal;
2 - Pro-Taekwondo Marcial - faixa preta 4° dan - Liga Nacional de Pró Taekwondo ;
3 - Taekwondo Kukiwon (Olímpico) faixa preta 3° dan, Confederação Brasileira de Taekwondo;
4 - Muay Thai - kruan preto - Sport Boxe Brasil e Chute Boxe Nordeste ;
5 - Brasilian Jiujitsu - faixa marrom Coutinho Team - FPJJO;
6 - Karatê Shotokan - faixa preta 1° dan.
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