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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021 | Wesslley Sales

Piauí é primeiro no ranking nacional do trabalho escravo

Foram 56 trabalhadores em 2021, sendo que 33 deles na cadeia produtiva da extração da palha de carnaúba.

Os dados são do Ministério Público do Trabalho que, somente este ano, já resgatou 21,4% a mais de pessoas trabalhando em situação análoga de escravidão no Piauí. Ao todo foram 56 trabalhadores em 2021, sendo que 33 deles na cadeia produtiva da extração da palha de carnaúba, 19 em catação de raiz e quatro na extração de madeira.

O que leva o Piauí ao topo do ranking do trabalho escravo é o recorte por 100 mil habitantes, onde o Estado tem a maior média de resgates chegando a nove trabalhadores recuperados nestas condições. Tomando por base o período de 2016 a 2020 chegamos a 284 pessoas livres dessa situação degradante, algo em torno de 57 por ano. Santa Cruz do Piauí (29), Esperantina (26) e São João da Serra (25) lideram esta triste estatística.

 “Tivemos algumas ações, como o MPT Itinerante, em que levamos as ações ao interior do Estado. Mas, a pandemia atrapalhou a fiscalização e contribui para este aumento entre 2021 e 2020. Queremos para o próximo ano intensificar este trabalho e atuando para garantir os direitos trabalhistas dos que forem lesados. Ao constatarmos as irregularidades, notificávamos os responsáveis e buscamos os acordos que desse as garantias trabalhistas que foram suprimidas dos trabalhadores através de Termos de Ajuste de Conduta e ainda através de ações que foram encaminhadas à Justiça”, destacou o procurador-chefe do MPT-PI, Edno Moura.

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