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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021 | Wesslley Sales

Orquestra Sinfônica de Teresina retorna aos ensaios com distanciamento social

“Depois de quase 1 ano e toda a fatalidade que nos aconteceu, estamos seguindo em frente", Daniel Vinicius é chefe do naipe das madeiras.

O funcionamento de uma orquestra vai para muito além da apresentação em cima dos palcos. Os ensaios são fundamentais para o bom funcionamento e o sucesso dos concertos. A pandemia do coronavírus modificou bastante a vida da Orquestra Sinfônica de Teresina e ao longo dos meses de isolamento social, os músicos da OST não pararam um dia de trabalhar, dedicando esforços no desenvolvimento de ações em ambiente digital para garantir a excelência.

Em dezembro, com muito cuidado e após muitas discussões com especialistas e vigilância sanitária com a diretoria, a Orquestra voltou realizou ensaios abertos no Parque da Cidadania, seguindo rígidos protocolos de segurança e saúde. “Uma Orquestra é uma aglomeração por excelência, então foi preciso muita conversa e planejamento para voltarmos aos ensaios sem colocar ninguém em risco, nem músicos e nem público”, conta o maestro Aurélio Melo.

Ainda em novembro de 2020, após meses de planejamento, a Orquestra voltou aos ensaios presenciais no Palácio da Música. As restrições devido à pandemia de Covid-19 resultaram em uma série de mudanças no dia a dia da orquestra, com disposição de álcool em gel em todas as dependências, higienização das salas entre cada ensaio e restrições de pessoas. As atividades com instrumentos que utilizam cordas têm acontecido de forma mais intensa e frequente.

Os naipes de sopro, ensaiam em dias e horários diferentes, para manter a segurança de todos os músicos. A diretoria da OST criou um cronograma para ajustar os ensaios. “Precisamos separar os músicos de sopro pois é mais delicado, assim, eles ensaiam em locais diferentes e com protocolos mais rígidos”, conta o maestro Hilson Costa.

Mesmo com todos as restrições, os músicos estão felizes com a volta dos ensaios. Daniel Vinicius é chefe do naipe das madeiras e toca flauta transversal. “Depois de quase 1 ano e toda a fatalidade que nos aconteceu, voltar aos ensaios é de que estamos seguindo em frente. Nossos maestros, mesmo sendo grupo de risco, estão nos dando força, para seguirmos em frente”, conta o músico.

Orquestra Sinfônica de Teresina       Imagens: Assessoria

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