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domingo, 10 de outubro de 2021 | Wesslley Sales

Ministro critica fechamento de 40 mil leitos e elogia investimentos em pesquisa e ciência no país

Enquanto isso entidades ligadas á pesquisa criticam a retirada de R$ 600 milhões que deveriam ser investidos no setor.

Enquanto o Ministro da Saúde festejava as estratégias para conter o avanço da pandemia, entregando novos equipamentos para o Hospital Universitário de Teresina e afirmando que o Governo Federal está investindo em tecnologia, cientistas e entidades ligados à pesquisa repudiavam a retirada de 90% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, algo em torno de R$ 600 milhões.

Marcelo Queiroga foi além, criticando sem citar nomes, que de 2008 a 2018 governos anteriores fecharam 40 mil leitos hospitalares. De fato. Estudo da Confederação Nacional de Municípios confirma esse dado. O que o Ministro não disse é que desse total, 16.099 são de leitos não SUS. 

 “Não preciso falar, todos sabem. Senador Elmano Férrer, de 2008 a 2018 foram fechados 40 mil leitos hospitalares. Vocês sabem quem estava no Governo. E hoje o que estamos fazendo aqui, neste Hospital Universitário? Devolvendo a este hospital a condição assistencial. (..) para investir em pesquisa e para fazer com que esse país volte a investir em ciência e tecnologia. Para fazer com que esse país se fortaleça no seu complexo industrial de saúde”, discursou o Ministro da última sexta-feira (8).

Ouça na íntegra o que disse o Ministro Marcelo Queiroga: MINISTRO DA SAUDE FALA SOBRE INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA.mp3

Apesar da fala de Queiroga a reação aos cortes no setor de pesquisa foi imediato. Várias entidades se manifestaram. Pelo Twitter, a A Associação Nacional de Pós-Graduandos afirmou que: "Na prática, é o desmonte total do CNPq e o sepultamento de projetos como o Edital Universal, o adeus à recomposição de programas dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, Pós-Doutorado Junior, Ciência na Escola, Reator Multipropósito brasileiro e a Rede Vírus (iniciativa com projetos que combatem viroses emergentes, como a Covid-19)".

O Ministério da Economia explicou que a maior parte dos recursos estão sendo remanejados para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sendo R$ 63 milhões para despesas com produção e fornecimento de radiofármacos e R$ 19 milhões vão para o funcionamento das instalações laboratoriais que dão suporte operacional às atividades de produção, prestação de serviços, desenvolvimento e pesquisa, entre outras áreas de seis ministérios.

"Causa justificada indignação que a equipe econômica se recuse a cumprir as leis do País, manobrando nos últimos minutos de um processo legislativo que tem seu tempo, para evitar alocar o dinheiro arrecadado para financiar a ciência, tecnologia e inovação. Quando mais precisamos da ciência, a equipe econômica age contra a lei, com manobras que sugerem a intenção deliberada de prejudicar o desenvolvimento científico do Brasil", disse em nota a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Ministro Marcelo Queiroga, em Teresina.         Imagem: Lucas Dias / GP1

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