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sexta-feira, 17 de setembro de 2021 | Wesslley Sales

Manifestação de pacientes cobra Observatório da Farmácia do Povo e audiência com Governador

"Ou deixa de comer ou deixa de comprar o remédio. A situação é insustentável”,afirma Mariza Silva, Presidente da Aprepi.

Não é de hoje que pacientes que precisam de medicamentos da Farmácia do Povo são obrigados a voltar para casa de mãos vazias. Falta principalmente estoque para atender os renais crônicos e diabéticos. Esta semana uma manifestação cobrou ao Governo do Estado a regularidade no serviço.

“Não conseguimos ser recebidos pela diretoria da Farmácia do Povo. A falta desses medicamentos impõe ao paciente comprometer orçamento familiar, uma vez que é preciso comprar remédio que custa entre R$ 60,00 e R$ 90,00. Fizemos manifestação junto ao Ministério Público e aguardamos um posicionamento, pois estamos sofrendo”, reclama o professor Luiz Filho, membro da diretoria da Associação dos Pacientes Renais Crônicos do Piauí. 

Pelo menos seis associações realizaram a manifestação. Em nota a direção da Farmácia do Povo afirmou que a previsão é de até o início de outubro o estoque estar regularizado. Uma das dificuldades para concluir o processo é que as licitações muitas vezes são desertas ou fracassadas. Porém, para os pacientes, a situação já passou do limite do razoável.

“Dentre as nossas pautas de reivindicação estão uma audiência com o Governador e a criação de um Observatório da Farmácia do Povo para acompanhar os processos licitatórios, além da criação de um portal da transparência. Tudo isso tem que ser com urgência. Tem pacientes comprando medicamentos a mais de cinco meses, sem poder porque ganham apenas o salário mínimo. Ou come ou deixa de comprar o remédio. A situação é insustentável”, conclui Mariza Silva, Presidente da Aprepi.

Confira na íntegra a nota da Farmácia do Povo:

A Farmácia do Povo informa que a Secretaria de Estado da Saúde está nos trâmites finais dos processos de licitação para compra dos medicamentos para diabéticos, pacientes renais e transplantados.

Estão sendo emitidas as ordens de fornecimento para entrega dos medicamentos, assim como os empenhos de pagamento.

Com isto, a previsão é que as medicações sejam regularizadas até o início de outubro.

  
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