“Mamata”. Era desta forma que o cantor Eduardo Costa se referia a Lei Rouanet, ou melhor, aos colegas músicos, atores e até jornalistas, que buscavam apoio financeiro para produzir suas obras. Hoje, o sertanejo de sucesso percebeu que política e música combinam mais em jingles.
"Quem quiser ganhar dinheiro agora vai caçar um serviço. Vai capinar um lote, vai bater uma laje, vai caçar o que fazer. Acabou a mamata, a safadeza. Dinheiro de Lei Rouanet nunca mais. Esses artistas, atores, bando de jornalista safado que fica querendo mamar nas tetas do governo, acabou a mamata, a safadeza", dizia Eduardo Costa no auge da paixão pelo então Presidente Bolsonaro.
Mas, Eduardo Costa se arrependeu. Não só de apoiar o bolsonarismo, como também mordeu a língua sobre a Lei Rouanet. Não é que o sertanejo pode botar a mão em R$ 1 milhão para gravar um DVD com música caipira. Até dezembro o moço tem que captar o recurso para colocar o projeto em prática.
"Se eu pudesse voltar, jamais falaria disso. Que babaquice me envolver nisso. Não me arrependo de nada, mas da política eu me arrependo. Eu faltei com respeito com as pessoas, querer que as pessoas tenham a mesma visão de um político e um partido", afirmou em entrevista.

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