A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gastou R$ 2 bilhões de maneira irregular com auxílios a caminhoneiros e taxistas no segundo semestre de 2022. Segundo auditoria do órgão, 356.773 pessoas receberam as parcelas sem ter direito legal ao valor por conta de falhas na operacionalização dos pagamentos.
O governo Bolsonaro teria incluído 110.051 pessoas irregularmente no Auxílio-Caminhoneiro e outras 314.025 no Auxílio-Taxista. Esses números correspondem, respectivamente, a 27,3% e 78% do total de beneficiários de cada programa, segundo a CGU. Essas pessoas recebiam até R$ 7 mil, cada, sem ter direito ao benefício. Isso, justamente no período em que o presidente Jair Bolsonaro tentou a reeleição.
A CGU recomenda ao governo a adoção de duas medidas: a avaliação dos pagamentos irregulares feitos a quem não teria direito ao benefício e a adoção das “providências necessárias” para o ressarcimento dos cofres públicos por parte desses beneficiários irregulares. Além disso, segundo o site 1, o Benefício Taxista não será pago cumulativamente com o Benefício Caminhoneiro-TAC, conforme inciso VI, do artigo 5º da Emenda Constitucional nº 123, de 14 de julho de 2022.

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