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domingo, 22 de janeiro de 2023 | Wesslley Sales

Descaso, fome e morte em massa de crianças indígenas é o cenário de horror na terra Yanomani

Garimpo ilegal: O Ministro Wellington Dias relata o que viu e que não se sabe ao certo quantos índios morreram. Veja as imagens.

“O relato dos Yanomani é assustador. Foram quatro anos de total descaso e negligência. 570 crianças menores de 5 anos morreram por causa evitáveis. Já é determinação do presidente Lula que não se espere nem mais um minuto”, afirmou pelo Twitter o Ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), que ao lado de outros ministros e do Presidente Lula (PT) esteve neste sábado (21) em Roraima após alerta da grave situação em uma das maiores reservas indígenas do país.

O Ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), também pelas redes sociais confirmou que: “Em relação aos sofrimentos criminosos impostos aos Yanomamis, há fortes indícios de crime de genocídio e outros crimes, que serão apurados pela Polícia Federal, conforme ofício que enviarei na segunda-feira (23)”. O Ministério da Saúde decretou emergência em saúde pública e instalou o COE – Yanomami (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública). 

O quadro de horror e mortes evitáveis haviam sido relatados ao longo do governo do ex-Presidente Jair Bolsonaro (PL) por representantes do povo Yanomani. Foram 21 pedidos de ajuda ao Governo Federal, Funai, Exército e Ministério Público Federal. A situação dramática foi confirmada após 

As mortes dos índios, principalmente crianças, está associada a desnutrição e fome, malária, gripe e outras doenças tratáveis. A reserva foi invadida por garimpos ilegais que, para extração do minério, poluem as águas com mercúrio, desmatam e atacam os Yanomani. A estimativa é que existem cerca de 15 mil garimpeiros na região. Não são raras também as denúncias de negligência do Governo do Estado.

“É uma vergonha presenciarmos indígenas morrendo de fome no país que é o quarto maior produtor de alimentos do mundo. As equipes indígenas e as autoridades de Roraima disseram que ainda não se sabe ao certo quantas pessoas morreram neste genocídio, agravado por ser dentro de um território Yanomami, de proteção e responsabilidade federal, que permitiu garimpo ilegal, mercúrio contaminando as águas e presença do crime organizado", afirmou o Ministro Wellington Dias. 

Emergencialmente já chegaram a Roraima cerca de cinco mil cestas de alimentos, o que corresponde a cerca de 80 toneladas. Elas vieram do Amapá em aviões da FAB, e correspondem a uma parceria entre MDS, Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Funasa e Forças Armadas. O trabalho de estocagem e distribuição das cestas já começou.


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