Em todo o Brasil são mais de 10 milhões de processos que deixam de chegar aos tribunais. Na verdade, esta é uma boa notícia. Isso é fruto de um trabalho do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, que, na prática, ajuda a resolver casos mais simples sem a necessidade de instaurar um processo no judiciário. Com esse objetivo, a comunidade da região do Dirceu Arcoverde, em Teresina, agora pode contar um núcleo na Universidade Estadual do Piauí, cujo convênio com o Tribunal de Justiça foi celebrado na manhã desta sexta-feira (10).
“O Piauí é o quarto estado do país onde mais se consegue fazer mediações de conflitos, como um divórcio, por exemplo. Com isso ajuda a desafogar a imensa quantidade de processos que chegam ao judiciário. Portanto, dar às pessoas a chance de resolver questões simples, sem advogados ou outros custos, é garantir cidadania e soluções mais rápidas”, disse o Presidente do TJ-PI, Desembargador José Ribamar Oliveira, ao confirmar que já foram instalados 20 CEJUSC.
De acordo com informações do Tribunal de Justiça, 80% dos casos são resolvidos pela mediação de conflitos. O reitor da UESPI disse que, além de oferecer um serviço importante à comunidade, os alunos também terão no Centro Judiciário um laboratório para estudos de casos.
“A UESPI é a primeira universidade púbica do Nordeste a implantar este sistema e, nosso objetivo é levar para outras unidades porque vai beneficiar a população, neste caso na região do Dirceu, mas também nossos alunos, que podem contar um espaço de práticas jurídicas importante para a formação de futuros advogados”, ressaltou Evandro Alberto.

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