Atualmente a superlotação no sistema carcerário piauiense é de quase 70%. São 3.198 vagas nos 17 presídios abrigando 5.411 detentos vigiados por cerca de 822 policiais penais ativos, sendo que 170 deles estão em processo de aposentadoria.
Esta é a situação que a nova gestão da Secretaria de Justiça terá que enfrentar. De acordo com o Secretário interino, advogado Heitor Bezerra, será preciso trabalhar em várias frentes, inclusive para tentar evitar contato de presos comuns com faccionados.
“A ideia é reforçar o trabalho de classificação dos presos e separação de acordo com grau de periculosidade. A estratégia é para impedir que criminosos de periculosidade menor sejam influenciados por faccionado. Claro, o sistema é punitivo para quem comete crimes, mas também buscaremos a ressocialização com projetos profissionalizantes, religiosos e fomentar o ensino para quem está privado de liberdade”, destacou.
Heitor Bezerra disse ainda que está em análise a possibilidade de abrir concurso público para policiais penais, além de levar para os que já integram o sistema novos cursos de capacitação e abrir diálogo permanente com a categoria.
“Estamos estudando as normas necessárias para legalizar os procedimentos a serem adotados nas penitenciárias para dar maior uniformidade e segurança dentro das instituições, tanto para internos, quanto para policiais”, completou.

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