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terça-feira, 9 de dezembro de 2025 | Wesslley Sales

Sete anos após fiscalização no transporte escolar de Barras o Prefeito Edilson Capote nada fez e acaba condenado

TCU aplica multa ao prefeito Edilson Sérvulo de Sousa por não corrigir falhas estruturais, como veículos inadequados e falta de manutenção, que afetam diretamente a segurança e o bem-estar dos alunos.

Segundo a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), os principais problemas no transporte escolar de Barras, no Piauí, continuam sendo a falta de veículos adequados e a ausência de manutenção preventiva e corretiva. A auditoria inicial, realizada em 2018, revelou uma série de irregularidades que permanecem sem solução efetiva, apesar das determinações do TCU para que fossem sanadas.

Entre os problemas mais críticos, destacam-se:

  • Veículos sem condições de trafegabilidade: ônibus, micro-ônibus e kombis em péssimo estado de conservação, sem condições mínimas de segurança, o que coloca em risco a integridade física dos alunos transportados diariamente.
  • Falta de manutenção: a ausência de um cronograma de manutenção preventiva e corretiva dos veículos, resultando em constantes quebras e atrasos, prejudicando o acesso à educação.
  • Motoristas sem habilitação adequada: condutores operando sem a devida qualificação, aumentando o risco de acidentes e comprometendo a segurança dos estudantes.
  • Documentação irregular: veículos sem licenciamento atualizado e sem Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV), o que indica falta de gestão e controle administrativo.
  • Contratação de empresas incapazes: empresas sem capacidade técnica ou operacional para prestar o serviço de transporte escolar, evidenciando falhas na licitação e na fiscalização contratual.

O prefeito Edilson Sérvulo de Sousa, o Capote (PSD), que assumiu em 2021, não respondeu às notificações do TCU e não comprovou ações concretas para resolver essas irregularidades. A reincidência levou o Tribunal a aplicar uma multa de R$ 80 mil, com risco de cobrança judicial caso o débito não seja quitado.

Esses problemas não apenas comprometem a logística do transporte escolar, mas também afetam diretamente o bem-estar psicológico dos alunos e de suas famílias, que vivem sob a constante preocupação com a segurança e a pontualidade do serviço. A falta de ação efetiva do prefeito reforça a narrativa de que a gestão pública em Barras continua ignorando determinações legais e técnicas, perpetuando um cenário de insegurança e descaso com a educação e a vida dos estudantes.

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