• 4 de junho de 2026
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terça-feira, 17 de março de 2026 | Wesslley Sales

Sem remédio, mas com festa? MP dá ultimato na Prefeita Jove Oliveira (PT) e cobra prioridade na saúde em Piripiri

Faltam medicamentos básicos nas unidades, enquanto gastos milionários já foram feitos; A recomendação é suspender eventos, até festas tradicionais, até normalizar atendimento.

Uma situação que revolta qualquer cidadão: faltar remédio para quem precisa, enquanto dinheiro público segue sendo gasto. É exatamente isso que o Ministério Público do Piauí está investigando em Piripiri.

Após vistoria nas unidades de saúde, o promotor Nivaldo Ribeiro encontrou um cenário preocupante. Na Farmácia Central, pouco mais da metade dos medicamentos disponíveis deveria estar lá — dos 107 itens considerados essenciais, apenas 53 estavam em estoque. Já no CAPS II, a situação é ainda mais grave: faltavam 15 dos 26 medicamentos.

Na prática, isso significa gente doente indo buscar remédio e voltando pra casa de mãos vazias. Muitos pacientes, principalmente os que dependem de tratamento contínuo, estão sendo diretamente prejudicados.

O que mais chama atenção é que, mesmo com esse desabastecimento, os números mostram que dinheiro não faltou. Só em 2025, mais de R$ 1,3 milhão foram pagos na compra de medicamentos. Ainda assim, o que se vê nas prateleiras é escassez.

Outro problema identificado foi a falta de controle. O sistema usado pela prefeitura apontava que havia medicamentos disponíveis, mas, na realidade, eles simplesmente não estavam lá. Ou seja, nem o próprio controle interno parece confiável.

Diante disso, o Ministério Público foi direto: recomendou que a prefeitura, comandada por Jove Oliveira (PT), regularize imediatamente o fornecimento de medicamentos. Nos bastidores, a cobrança é clara: “não faz sentido ter dinheiro gasto e ainda faltar o básico para quem mais precisa”.

E fez um alerta importante: enquanto faltar remédio, nada de gastar dinheiro com festas, shows ou eventos. A recomendação inclui, por exemplo, festividades tradicionais do município, que agora entram na mira justamente por conta da prioridade que deve ser dada à saúde.

A gestão tem apenas 48 horas para dizer se vai cumprir as medidas.


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