O clima esquentou na Câmara Municipal de Miguel Alves, na última sexta-feira (28), em torno da aquisição de livros didáticos pela Prefeitura. O vereador de oposição, Ely Sandro (PT), acusou a Secretaria de Educação do município de comprar livros defasados, em outras palavras, vencidos há mais de sete anos. Edmilson Caburé (REP) rebateu e acusou a administração do ex-Prefeito Oliveira Júnior (PT) ter “xerocado” oito mil livros por R$ 1 milhão, denúncia que, segundo o parlamentar, está sob investigação da Polícia Federal.
"É um factóide. A oposição está atônita, querendo chamar atenção. Mas, não há ilegalidade nenhuma. Tudo está conforme determina a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), afirmou o líder do Prefeito na Câmara Municipal de Miguel Alves, vereador Josenias Rosa (REP).
O OPINIÃO E NOTÍCIA conversou com a Secretária Municipal de Educação sobre a realidade do que foi debatido no plenário. Rosinete Sousa afirmou que tudo aconteceu dentro da normalidade e que os livros, ao contrário do que foi afirmado, estão dentro da validade dos padrões exigidos e parte deles já será usado nesta segunda-feira (31) na primeira formação de professores no SAEB 2025, que acontece nos turnos manhã (U. E. Nestor Pedro) e tarde (U. E. Senador Dirceu Mendes Arcoverde).
“A tiragem do livro do preparatório do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica do Ministério da Educação) é de 2019, está com conteúdo atualizado e alinhado com a matriz do SAEB. A tiragem de 2024 existe também só para livro da área de Linguagem, pois foram acrescentados componentes curriculares. Antes era só Língua Portuguesa e agora acrescentou Educação Física, Inglês e Arte. Também é errado dizerem que não houve licitação. Tivemos, sim, um processo legal para aquisição dos livros por inexigibilidade, ou seja, estamos amparados legalmente. Tudo está de acordo com valores registrados no próprio TCE. O uso desses livros pelos nossos formadores da Secretaria de Educação é estratégico. É tudo muito sistematizado, não é uma compra somente e jogado para escola. Nós temos projeto em cima desse material”, explica.
Rosinete Sousa prefere não adentrar nas questões políticas tratadas no parlamento, deixando claro que pretende trabalhar o tema dentro da área técnica educacional. Desta forma, a Secretária reconhece que há um trabalho a ser feito para melhorar ainda mais os índices educacionais em toda rede municipal de educação, composta por oito mil alunos.
“Estamos trabalho para isso, recuperando assim o tempo perdido ao longo de anos na educação básica de Miguel Alves. A boa notícia é que tivemos já uma melhora na alfabetização, confirmada através do Saepi, Sistema de Avaliação do Piauí feito pelo Governo do Estado, e aplicado nos municípios a cada ano. Temos metas e determinações do Prefeito Veím da Fetraf para avançarmos em todas as séries e melhorar cada vez mais o nosso IDEB”, concluiu.
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