• 4 de junho de 2026
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segunda-feira, 20 de outubro de 2025 | Eddy Carlos

Moradores de Floriano acionam Justiça contra aterro sanitário e denunciam risco ambiental com contaminação do solo e da água

Associação rural afirma que o local do aterro ameaça poços e moradias; gestão de Antônio Reis nega envolvimento direto e alega que o projeto é de iniciativa privada.

A construção de um aterro sanitário na zona rural de Floriano se transformou em uma disputa judicial e ambiental. A Associação de Pequenos Produtores Rurais da Comunidade Canela de Velho I ingressou com uma ação civil pública contra a empresa Alvorada Serviços Ambientais e o Município de Floriano, administrado pelo prefeito Antônio Reis. O processo, protocolado no dia 15 de outubro, pede a suspensão imediata das obras e a escolha de outro local para o empreendimento.

De acordo com a associação, o terreno escolhido para o aterro é inadequado por estar a menos de um quilômetro de diversas residências e de 12 poços artesianos que abastecem comunidades como Canela de Velho, Ilha, Grota Seca e Rio Branco. Os moradores afirmam que a região abriga plantações e famílias que vivem da agricultura, e temem que o projeto cause contaminação do solo e da água, além de mau cheiro e proliferação de insetos.

O grupo alega ainda que o desmatamento da área começou sem consulta prévia às famílias locais, o que aumentou o descontentamento na comunidade. A associação pede à Justiça a suspensão de licenças municipais, multa de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento e a realização de estudos de impacto ambiental.

Nos últimos dias, publicações nas redes sociais afirmaram que o aterro estaria sendo construído pela Prefeitura, o que teria causado revolta entre os moradores. As postagens apontavam suposto descaso do poder público e “falta de transparência” na condução do projeto, com imagens de máquinas operando na área rural e de trechos já desmatados.

Contudo, segundo informações divulgadas à imprensa, o prefeito Antônio Reis negou a responsabilidade direta do município e disse que a obra é de iniciativa privada, cabendo à empresa Alvorada Serviços Ambientais o licenciamento e a execução.

Em nota, o  prefeito Antônio Reis (PSD) pontuou que:

  • O aterro não é de responsabilidade do poder municipal;

  • A obra pertence à empresa Alvorada Serviços Ambientais;

  • A Prefeitura de Floriano não está executando nem financiando a construção;

  • O município aguarda a manifestação dos órgãos ambientais competentes sobre o caso.

“A Prefeitura de Floriano reforça seu compromisso com a legalidade e a preservação ambiental, aguardando que todas as etapas do processo sejam conduzidas dentro dos parâmetros técnicos e legais”, destacou o prefeito.


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