O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) abriu uma investigação civil contra o ex-prefeito de Lagoa do Piauí, Mauro Júnior (MDB), por suposta omissão administrativa que resultou em um débito de R$ 313 mil com a Equatorial Energia. A dívida, acumulada durante sua gestão, colocou em risco o fornecimento de energia elétrica para órgãos públicos do município.
De acordo com a promotora de Justiça Rita de Cássia de Carvalho Rocha Gomes de Souza, autora da portaria que instaurou o procedimento, a apuração busca entender as circunstâncias que levaram ao acúmulo dessa dívida e a ausência de providências para resolvê-la. A promotoria vai avaliar se houve violação dos princípios constitucionais da administração pública, como legalidade, moralidade e eficiência.
O valor de R$ 313.163,02 foi herdado pela atual prefeita Camila Barbosa (PT), que precisou agir rapidamente para evitar o corte de energia. Ela firmou um acordo de parcelamento com a concessionária, reconhecendo o débito e comprometendo-se com os pagamentos mensais para não prejudicar os serviços municipais essenciais.
Segundo o MPPI, a investigação busca apurar não apenas a origem do débito, mas também se houve negligência ou má gestão por parte do ex-prefeito ao deixar o município inadimplente. Se ficar comprovado que a omissão administrativa causou danos ao erário ou comprometeu a prestação dos serviços públicos, Mauro Júnior poderá ser responsabilizado por improbidade administrativa.
O procedimento foi instaurado oficialmente no último dia 17 de abril e está em fase de coleta de documentos e informações por parte da promotoria. Até o momento, o ex-prefeito não se manifestou publicamente sobre a investigação.
A equipe de reportagem do OPINIÃO E NOTÍCIA tentou contato com o ex-gestor, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.
A investigação é mais um exemplo de como a má gestão de recursos e obrigações básicas, como o fornecimento de energia, pode gerar impactos diretos à população — principalmente nas áreas da saúde, educação e segurança, que dependem de serviços públicos funcionando plenamente.
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