• 4 de junho de 2026
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sábado, 28 de março de 2026 | Wesslley Sales

Esporotricose: Suposta falta de estrutura para animais coloca saúde da população em alerta em Canto do Buriti

Ministério Público investiga se município realmente tem controle de zoonoses após denúncias de animais doentes e risco de transmissão para humanos

O Ministério Público abriu um inquérito para investigar uma situação que preocupa quem mora em Canto do Buriti: a possível ausência de um Centro de Zoonoses ou de uma estrutura adequada para cuidar de animais doentes e evitar a transmissão de doenças para a população.

A investigação começou após uma denúncia feita à ouvidoria do próprio Ministério Público. O relato é direto: muitos animais doentes circulando pela cidade, suspeita de doenças como a esporotricose — que pode passar para humanos — e falta de atendimento básico, como exames e acompanhamento veterinário.

O mais grave é que, em resposta inicial, a Prefeitura, na gestão do Prefeito Fellipe Alves (MDB), informou que existe controle de zoonoses e até um espaço de acolhimento com atendimento veterinário gratuito. Só que, na prática, isso passou a ser questionado.

Mesmo após pedidos formais de informação, o município não respondeu dentro do prazo, o que levou o caso a avançar para uma investigação mais profunda.

Agora, o promotor Bruno Cardoso de Sousa quer entender o que realmente está acontecendo. Entre os pontos que estão sendo cobrados da Prefeitura estão:

  • quais vacinas estão sendo aplicadas nos animais

  • quantas vacinações foram feitas nos últimos anos

  • quantos animais foram recolhidos e tratados

  • quais doenças foram identificadas, inclusive casos de esporotricose

  • como funciona a alimentação, limpeza e cuidado desses animais

  • se há estrutura adequada e água suficiente no local

  • qual a atuação do médico-veterinário do município

Além disso, o Ministério Público quer saber, na prática, como a cidade está prevenindo e controlando doenças que podem passar dos animais para as pessoas — algo essencial para a saúde pública. A depender das respostas (ou da falta delas), o caso pode avançar para medidas judiciais.

O que está em jogo não é só o cuidado com os animais, mas também a segurança da população. Sem controle adequado, doenças podem se espalhar com facilidade — principalmente em cidades onde já há relatos de casos suspeitos. Agora, a Prefeitura tem prazo para explicar a situação. E a população, que convive com o problema no dia a dia, espera que dessa vez as respostas venham acompanhadas de solução.

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