Em meio ao caos no transporte público de Teresina com uma greve de motoristas e cobradores a Prefeitura de Teresina anunciou a compra de 150 ônibus novos. O anúncio foi do próprio Prefeito Dr. Pessoa (REP) em março deste ano. Na última segunda-feira (8) o OPINIÃO E NOTÍCIA questionou a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito sobre o andamento desta medida.
“O processo da compra de novos veículos ainda está em fase de elaboração e análise na comissão de licitação na Secretaria Municipal de Administração (SEMA) para lançamento da licitação”, explica a assessoria da STRANS.
O problema é que o Prefeito Dr. Pessoa deu prazo de 120 dias para colocar esse planejamento em ação. Já se foi metade deste tempo e poucos acreditam em uma licitação, compra e início de operação desses novos veículos antes do final do ano.
Enquanto isso, os problemas continuam. As empresas, principalmente a da zona Sudeste da capital, tem descumprido as ordens de serviço da STRANS. Semana passada, por exemplo, a determinação para as empresas era colocar 260 ônibus, um incremento de 20 na frota. O portal ON também questionou a Superintendência: “O que a Strans está fazendo quando a isso? Quanto já foi aplicado em multa às empresas este ano por não atender a demanda?”. Uma semana depois ainda estamos sem respostas.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Enzo Samuel (PDT), o parlamento tem feito a sua parte, como no orçamento, que remanejou da Eturb R$ 80 milhões para a STRANS. Outro destaque levantado pelo parlamentar foi a entrega, em fevereiro deste ano, de um documento solicitando aumento a frota de ônibus, principalmente em horário de pico, para amenizar os problemas no transporte público para os teresinenses.
“A PMT está fazendo o que recomendamos. Mas, a Prefeitura não pode agir apenas aumentando a frota de ônibus. É preciso saber a real necessidade da população de Teresina porque ao longo dos anos o sistema foi perdendo usuários. Hoje, não sabemos se Teresina precisa de 300, 400 ônibus ou mais. É preciso fazer o estudo origem-destino e o gestor sair do achismo. A demanda da grande Santa Maria, na zona norte é diferente do Dirceu, a zona sudeste. Não adianta dizer que vai ter 10 ônibus a mais se no Jacinta Andrade vai continuar com atendimento precário. Não adianta aumentar 20 ônibus se os estudantes não tem transporte a noite. É preciso ter estudo que aponte a real demanda de acordo com as necessidades de cada região e monitorar esse atendimento”, defendeu.
Em fevereiro comissão da CMT entregou ao Prefeito Dr. Pessoa pedido para aumento da frota em horário de pico.
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