“Não sabemos mais a quem recorrer”, disse uma mãe ao procurar o OPINIÃO E NOTÍCIA para relatar o desafio que é manter o filho na escola pública em Teresina. Tamiris sousa mora no bairro Polo Sul e faz bolos e doces para ajudar no sustento da família. Apesar do Prefeito Dr. Pessoa (REP) ter realizado a abertura do ano letivo na última segunda-feira (13), há dificuldades para que crianças cheguem às salas de aula.
O filho da Tamiris tem sete anos e é aluno do segundo ano do ensino fundamental na Escola Municipal Santa Clara, zona sul de Teresina. A mãe relata que foi informada que agora não haverá mais transporte escolar, apontando como solução mudar para outra unidade escolar. A região que o ônibus buscava as crianças era do Torquato Neto, Residêncial Wall Ferraz, Orgulho do Piauí e Polo sul
“A voltas aulas pra alguns alunos aqui da EM. Santa Clara tem sido tortuosa pois a SEMEC anunciou na sexta feira que o ônibus que fazia o translado deles não iria mais pegar, pq não havia necessidade. Sendo que são QUASE 20 alunos que moram distantes da escola. Meu filho é um dos afetados. Alegando que tem escolas próximas de casa. Se não temos que acionar a justiça e isso demora pra conseguir vaga também. Começou as aulas, alguns não puderam ir e outras tiveram que pagar moto taxi e Uber pra enviar a criança as escolas. Fui na reunião no dia 4 de janeiro desse ano, conversei com o Dr. Jonas e ele disse que o ônibus dessas crianças ia permanecer. Quando foi na sexta feira pela tarde disse que não ia mais (sic)”, queixou-se.
Sobre a justificativa dada pelo município de que procurassem escolas mais próximas de suas residências Tamiris enfatizou que até tentou, mas esbarrou em outro problema.
“Tem, mais não tem vaga. É tanta criança nessa região aqui do Polo sul, Torquato Neto, entre outros bairros, que as escolas não suportam a quantidade de alunos. Estamos tentado entrar em contato com eles desde sexta feira sem retorno pra marcar uma reunião na Semec, para ver se retornam o ônibus porque eles tinham ano passado o transporte. Para piorar, não podemos contar com o transporte público porque é daquele jeito. Estamos indo em todos os meios possíveis pedindo ajuda. Meu filho só está indo para aula porque vai de carona como patrão do meu esposo, mas isso é temporário. Tem outros alunos aqui que estão indo no ônibus de 5 da manhã pra escola porque se perder só 6,50 e a aula começa 7 horas. Outros não tem como ir de jeito nenhum. Não tá fácil”, completou.
O OPINIÃO E NOTÍCIA entrou em contato com a Semec e tão logo receba esclarecimentos trará atualização.

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