• 4 de junho de 2026
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quarta-feira, 11 de março de 2026 | Wesslley Sales

Aberta investigação sobre possível “funcionária fantasma” de 80 anos na Prefeitura de Barras

Promotoria abriu investigação após denúncia de que idosa, avó de vereador do mesmo partido que o Prefeito Edilson Capote (PSD), teria sido indicada para cargo comissionado sem trabalhar.

Uma denúncia que mistura política, parentesco e suspeita de “funcionário fantasma” agora está na mira do Ministério Público do Piauí. A 2ª Promotoria de Justiça de Barras abriu uma investigação para apurar se uma idosa de 80 anos teria sido nomeada para um cargo comissionado na prefeitura sem exercer de fato a função. A instauração do procedimento foi aberta pelo promotor Glécio Paulino Setúbal da Cunha e Silva para apurar possível nepotismo e uso irregular de cargo público.

Segundo a portaria do Ministério Público, a mulher investigada é Maria Nilza Rego, apontada como avó do vereador João Victor, do mesmo partido do Prefeito Edilson Capote (PSD). De acordo com a denúncia recebida pela promotoria, ela teria sido indicada pelo próprio vereador para um cargo dentro da Prefeitura de Barras. A suspeita é que a nomeação possa configurar nepotismo — quando parentes são favorecidos em cargos públicos — além da possibilidade de “funcionária fantasma”, expressão usada quando alguém recebe salário sem trabalhar.

O Ministério Público abriu um procedimento preparatório de inquérito civil, que é a fase inicial da investigação. Nessa etapa, os promotores coletam informações antes de decidir se abrem um inquérito formal ou tomam outras medidas. Entre as primeiras diligências determinadas pela promotoria está a verificação nos portais oficiais da prefeitura para saber se Maria Nilza Rego realmente aparece como servidora municipal e se há registros de pagamentos ou notas de empenho em seu nome.

Também será feita uma consulta nos dados da Câmara Municipal para confirmar o parentesco com o vereador citado na denúncia. Caso sejam confirmadas irregularidades, o caso pode evoluir para inquérito civil ou até ação judicial por improbidade administrativa, que pode resultar em punições como devolução de dinheiro público, perda de função e suspensão de direitos políticos.

A investigação tem prazo inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período caso o Ministério Público considere necessário. Agora, a apuração tenta responder a pergunta que circula nos bastidores políticos da cidade: a idosa realmente trabalhava para a prefeitura ou apenas recebia salário sem exercer função?

O OPINIÃO E NOTÍCIA abre espaço para os citados, caso desejem se manifestar.

 Aberta investigação sobre possível “funcionária fantasma” de 80 anos na Prefeitura de Barras  


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