• 13 de junho de 2026
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025 | Wesslley Sales

Sílvio Mendes pressiona Águas de Teresina proibindo abertura de novas valas e revisão das taxas de esgoto cobradas pela empresa

"Tentamos resolver de forma amistosa, mas não houve avanço. A cidade não pode ficar refém de valas abertas e cobranças injustas", afirmou o Prefeito de Teresina.

Em meio a uma onda de reclamações de moradores sobre tarifas abusivas e buracos que há meses comprometem a mobilidade urbana, o prefeito de Teresina, Silvio Mendes (PSD), anunciou nesta terça-feira (18) medidas drásticas para pressionar a empresa Águas de Teresina, concessionária responsável pelo saneamento básico da capital. A decisão surge após meses de denúncias sobre cobranças consideradas "extorsivas" para ligação de esgoto e a prática de deixar valas abertas ou mal tamponadas após obras, gerando riscos à população e críticas ao serviço prestado.

Valas interditadas e revisão de taxas
Em reunião com representantes da Águas de Teresina, da Agência Reguladora (Arsete) e do presidente da Câmara Municipal, Enzo Samuel (PP), o prefeito listou três ações emergenciais:

  1. Suspensão de novas valas: Fica proibida a abertura de novas valas em vias públicas até que todas as anteriores sejam devidamente restauradas. Apenas serviços urgentes de manutenção estão liberados.

  2. Revisão das taxas de religação: Mendes exigiu a redução dos valores cobrados para religar imóveis à rede de esgoto, classificados como "incompatíveis com a realidade econômica da população".

  3. Taxa de esgoto vinculada à água: O prefeito contestou a regra que obriga o pagamento de 100% da taxa de esgoto com base no consumo de água, tachando-a de "desproporcional" e pedindo ajustes retroativos a 2021, quando a revisão já deveria ter ocorrido.

"A população não pode pagar por serviços mal entregues"
Em discurso incisivo, Silvio Mendes destacou que a gestão municipal não tolerará o descumprimento de metas contratuais pela concessionária. "Tentamos resolver de forma amistosa, mas não houve avanço. A cidade não pode ficar refém de valas abertas e cobranças injustas. A população já sofre demais", afirmou.

O prefeito ressaltou que a Águas de Teresina falhou em entregar melhorias prometidas, como a universalização do esgotamento sanitário, e que a revisão tarifária é urgente para aliviar os moradores. "Não faz sentido cobrar R$ 800 por uma religação de esgoto ou manter uma taxa que onera ainda mais as famílias", criticou.

Câmara Municipal apoia medidas e cobra transparência
O presidente da Câmara, Enzo Samuel, endossou as decisões: "Dr. Silvio acertou. A tarifa de esgoto precisa ser revista, pois está asfixiando o cidadão. Vamos debater no legislativo formas de garantir um contrato mais justo". Samuel também cobrou da Arsete maior rigor na fiscalização dos serviços prestados pela empresa.

O que muda agora?

  • A concessionária não pode iniciar novas obras de expansão da rede de esgoto.

  • Serviços emergenciais, como consertos de vazamentos, seguem liberados.

  • A prefeitura e a Câmara pressionam por tarifas menores até o fim de julho.

A bola agora está com a Águas de Teresina. Se não houver acordo, a prefeitura sinaliza que pode adotar sanções mais duras, incluindo a revisão do contrato de concessão.

 Sílvio Mendes joga duro com Águas de Teresina proibindo abertura de novas valas e revisão das taxas de esgoto cobradas pela empresa  


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