A Câmara Municipal de Teresina realizou, nesta quinta-feira (13), uma audiência pública marcada por críticas contundentes à concessionária Águas de Teresina. Convocada pelo presidente da Casa, vereador Enzo Samuel (PDT), e pelo vereador João Pereira (PT), a sessão debateu as tarifas elevadas de água e esgoto e os danos causados por obras da empresa em vias públicas.
Problemas denunciados:
Tarifas exorbitantes: Moradores de bairros periféricos relataram dificuldades para pagar contas, com aumentos que chegam a 100% na taxa de esgoto sobre o valor do abastecimento.
Serviço precário: Quebra recorrente de asfalto em ruas recém-recuperadas e falta de reparo adequado.
Falta de transparência: Ausência de clareza sobre aditivos contratuais ao longo dos anos.
Participação e tensão:
A diretora-presidente da Águas de Teresina, Carolina Serafim, ouviu ao vivo relatos de moradores, enquanto representantes da Arsete, MP e OAB-PI pressionaram por respostas. Enzo Samuel foi enfático: "Não vamos parar até que a empresa explique o sofrimento causado aos cidadãos. Existe um sentimento de indignação e de insatisfação na cidade de Teresina em relação a má prestação de serviços da Águas de Teresina. Além das altas taxas que estão deixando as pessoas, principalmente as mais pobres endividadas, a empresa vem quebrando o asfaltamento das ruas, muitas vezes, até aquelas que acabaram de ser recuperadas, e depois não concertem com a mesma qualidade. Nós não vamos parar até termos uma resposta clara deste empresa sobre tudo o que tem causado sofrimento no cidadão teresinense”.
Encaminhamentos definidos:
Solicitação de documentos: A concessionária deve apresentar o contrato vigente e todos os aditivos assinados desde o início da parceria.
Suspensão imediata: Cobrança integral da taxa de esgoto sobre a tarifa de água deve ser interrompida até revisão técnica.
Comissão de monitoramento: Grupo formado por vereadores e entidades vai acompanhar denúncias e fiscalizar melhorias.
Próximos passos:
A Arsete se comprometeu a analisar as reclamações, enquanto a OAB-PI avalia ações coletivas caso as demandas não sejam atendidas. A audiência sinaliza pressão política crescente sobre a concessionária, que ainda não se pronunciou sobre os prazos para cumprir as exigências.

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